Sabia que animais de estimação também sofrem de Depressão, Fobias, e até mesmo TOC?

Oliver, Cão BernesseOliver era um lindo e charmoso cão da raça Boiadeiro Bernesse, porém tinha um comportamento extremamente instável, ele sofria de ansiedade de separação, tinha alucinações e foi diagnosticado com distúrbio compulsivo canino. Chegou a pular da janela do terceiro andar do prédio onde morava para não ficar sozinho no apartamento.

Problemas como esses acontecem constantemente em animais domesticados, mas como fazer para chegar ao diagnóstico e qual a melhor maneira de trata-lo?

Assim como com seres humanos o diagnóstico de doenças mentais as vezes pode demorar para acontecer, mas é importante que esses problemas sejam tratados e levados a sério, podendo até mesmo ser necessário o uso de remédios e terapia.

Sentir medo é uma reação normal de um animal, o problema é quando ele passa a sentir medo daquilo que não apresenta um perigo real para ele. Assim como ter manias também é um comportamento aceitável, mas ser obcecado por essa mania pode ser considerado TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), como por exemplo cães obcecados por limpar as patas lambendo-as, obcecados pela própria sombra, pelo próprio rabo, ou por um brinquedo, sentindo necessidade de persegui-los ou olhar fixamente para eles. O maior problema acontece quando esse comportamento passa a ser repetido tantas e tantas vezes ao longo do dia que o animal simplesmente deixa de ter uma vida normal, devido à obsessão.

Cão perseguindo o rabo

É mais comum encontrar esse tipo de comportamento em animais de cativeiro e animais que não levam uma vida de acordo com as necessidades da espécie, como por exemplo cães que não fazem atividade física regularmente, gatos que são impedidos de ter hábitos noturnos, ou grandes animais em espaços pequenos em zoológicos…

Outra reação que pode aparecer em animais compulsivos é o autoflagelo, por exemplo aves que arrancam as próprias penas.

Um problema psicológico que compartilhamos com outros animais é o TSPT (transtorno de stress pós-traumático), ele acontece frequentemente em cães veteranos de guerra, dificultado o retorno deles a uma vida normal na sociedade, pois muitas vezes não podem ouvir barulhos altos, ou não podem ver homens com barba, pois ficam apavorados.

Cão de Guerra, cão de combate

É importante ressaltar que os transtornos psicológicos de animais não necessariamente são causados pelo homem, ou pela convivência com ele. Cada indivíduo tem uma personalidade psicológica, e dois animais vivendo na mesma casa com o mesmo tratamento podem ter problemas diferentes, ou então apenas um deles apresentar problemas.

Independente do problema psicológico que um animal possa ter, é sempre possível procurar auxílio profissional para ajudá-lo a se sentir melhor. Assim como para humanos, é importante que os animais tenham saúde mental, dessa forma eles podem ser mais felizes e trazer ainda mais alegria para todos que convivem com ele.

Agora… não vamos humanizar os sentimentos dos animais, certo? Animais podem sim sofrer de alguns transtornos psicológicos semelhantes ou até iguais aos de humanos, mas a forma de tratamento pode ser bem diferente. Portanto lembre-se: a melhor forma de demonstrar amor pelo seu animal é suprindo as necessidades da espécie dele, e não da sua.

Hoje em dia existem medicamentos usados por humanos com problemas psicológicos, como ansiolíticos e antidepressivos, alguns deles até podem ser usados também por animais, lembrando que a maioria deles em algum momento foi antes testado em animais, e não somente para testes toxicológicos, mas também testes comportamentais.

Eu acredito que para alguns casos o acompanhamento profissional de um comportamentalista em paralelo com medicamentos, sejam homeopáticos ou alopáticos, é a melhor forma de se tratar um distúrbio psicológico em um animal, mas o melhor remédio pode ser simplesmente o convívio com outros animais mentalmente equilibrados, não precisam nem ser da mesma espécie.

Por exemplo o caso que aconteceu na Tailândia com o macaco Boonlua que quando filhote foi atacado por cães e perdeu as duas pernas e um dos braços. Ele foi resgatado por monges de um monastério que cuidava de animais e os monges acharam perigoso deixa-lo com outros macacos, mas ele começou a ficar depressivo por estar sozinho, então colocaram junto a ele um coelho para lhe fazer companhia, os dois se tornaram grandes amigos e o macaco foi curado da depressão… podemos citar também vários casos de animais como cães, gatos e pássaros que ajudam pessoas a superar medos e depressões.

Vários estudos apontam que a oxitocina, uma espécie de “hormônio do amor” liberado durante a amamentação ou quando estamos próximos de alguém que gostamos muito, aumenta em humanos e em animais, mesmo que não sejam da mesma espécie.

Amor entre espécies - Raposa e Galo Amor entre espécies - Macaco e Tigre Amor entre espécies - Cavalo e Gato

Por isso é importante enxergarmos os animais também como indivíduos e não só como espécie, principalmente quando se trata de problemas mentais.

O Pai de Charles Darwin lhe disse uma vez que todo mundo pode enlouquecer em algum momento, felizmente sempre podemos nos recuperar, mas apenas com a ajuda de um ao outro.

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